| Sobre Nós |
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Contemporâneo de um período de fortes convulsões sociais e culturais que caracterizaram a década de 60 do século passado, as diferentes remodelações que o tempo e o gosto obrigam a fazer, pouco ou nada alteraram a ergonomia deste estabelecimento comercial aberto pelo Sr. Henrique Torres. Hoje como ontem, mantêm-se o espaço de Tertúlia, ponto de encontro de diferentes estratos sociais, diluindo a clivagem da sua clientela que, do café pedido à saborosa, conhecida e abonada “Francesinha à Torres”, lá se discute – peripécias da vida - entre banhos de assento e apostas convictas num ou noutro Clube, num ou noutro Partido ou Ideia que deixa a casa – não raras as vezes - cheia e de olhos arregalados num plasma que... um dia, lhes há-de dar sorte. Com honras merecidas da própria Câmara Municipal de Amarante – naturalidade do actual proprietário – a “Francesinha à Torres” é o pretexto para que o negócio de forte pendor familiar e de descendência geracional, seja, em Ermesinde, privilegiado pelo tecido urbano que rasgado nos últimos anos, deixa por perto do Café Torres, a Estação dos Caminhos de Ferro, verdadeiro pólo dinamizador desde o século XIX. Aqui, O Minho encontra-se com o Douro e ambos, entram no trilho que os arrasta até ao Porto: cidade de trabalho e escoamento de um êxodo que ao longo de décadas cimentou e fez crescer raízes mais perto do Litoral. Dizem os mais gastronómicos que ir a Ermesinde e não provar a “Francesinha à Torres” é como ir a Roma e não ver o Papa. E aqui, na Rua Rodrigues de Freitas, nº 1509-1515, quantas vezes se come a Francezinha só para ver o Papa... e depois... se for caso disso... Quem tem boca vai a Roma! |